Precisamos nos Educar Financeiramente

Um terço dos devedores volta ao vermelho após renegociação de divida.

educacion-financieraO brasileiro cortou gastos com lazer, roupas e restaurantes para quitar os débitos, mas, ainda assim, um terço da população que renegociou o pagamento de suas dividas não está conseguindo honrá-lo e voltou à condição de inadimplente.

Para quem está nessa condição, é possível encontrar serviços especializados na renegociação ou refinanciamento das dívidas e até auxílio na parte psicológica.

“Falar de finanças é um tabu, ainda mais se for sobre dívida. As pessoas não sentam para olhar o quanto ganham e gastam”, diz a economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Marcela Kawauti.

Pesquisa da empresa junto com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontou que seis em cada dez brasileiros não sabem quanto devem.

O inadimplente precisa começar pondo no papel todas as dívidas, verificando as mais caras (com maior juro) e checando o salário líquido (após todos os descontos).

Uma opção é trocar dívidas caras, como a do cartão de crédito, cujo juro foi de 447,5% ao ano em fevereiro, por mais baratas.

Existe algumas maneiras de trabalhar o problema da dívida crônica e compulsiva é buscar apoio nos Devedores Anônimos, educadores financeiro, grupo de apoio.

Relato de um membro do grupo:
“Eu queria ter o dinheiro, não olhava juro nem quanto devia. Conforme o problema aumentou, acabei recorrendo ao álcool”,  que preferiu não se identificar.

Em encontros semanais, os participantes recebem o auxílio para falar do problema e aprender a lidar com o que o grupo considera uma doença que não pode ser curada, mas detida.

Desinformação

Desemprego e descontrole financeiro aparecem como os principais motivos para o nome sujo na praça. Na pesquisa, a perda do emprego foi citada por 29,2%.

“Não deixa de ser um descontrole, pois indica que, quando estava empregada, a pessoa não fez nenhuma reserva”, diz Marcela, do SPC Brasil.

Além da falta de educação financeira nas escolas e de conversa em casa, a desinformação é motivada pelo fato de o amplo acesso ao crédito ser um fenômeno recente.

“O boom do crédito é recente, depois dos anos 2000. Trata-se de uma primeira geração que está tendo acesso ao crédito e aprendendo a usá-lo”.

Tenho acompanhado muitos jovens e visto que ao abrirem um conta no banco, recebem cartões de credito e devido a não terem um educação financeira, acabam por usar este cartão sem ter noção que nos meses seguintes terão de pagar os seus gastos.

Muitos jovens com seus 18 anos já estão com o nome no SCPC e Serasa. As escolas não ensinam o jovem a administrar seu dinheiro, ensinam tantas coisas mas a educação financeira passa longe.

E analisando os gastos dos jovens, a maioria gasta com bobeiras. Se precisar comprar algo mais caro como um celular, uma moto, precisam pedir favor a outros pois não pouparam nada.

Precisamos nos educar financeiramente.

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