Dicas para reorganizar o orçamento familiar e sobreviver à crise.

Olá Vencedores!!!

Com a inflação nas alturas tudo tem subido o seu preço como energia, gás, gasolina, Álcool, carne(até o sagrado churrasquinho esta na sofrência). Os preços estão em alta, e a inflação acumulada em 12 meses tem rondado perto de 10%. Nesse cenário, como fazer para esticar o salário até o fim do mês e, quem sabe, conseguir guardar um pouco para o futuro?

Veja abaixo 12 dicas para reorganizar o orçamento familiar e sobreviver à crise.

1) Pague o que deve e evite novas dívidas.

As dividas tem juros em sua maioria muito alto, em meses ele cresce igual um cupinzeiro vai comendo toda madeira e quando menos perceber já acabou com a madeira. Por isso, quem está endividado deve resolver isso em primeiro lugar. Recomendo não fazer novas dividas, não investir. Faça um sacrifício mas valera a pena.

2) Faça uma reunião familiar e fale como está a situação financeira

É preciso colocar as cartas na mesa falar abertamente com a esposa, filhos. Converse sobre o orçamento familiar de forma aberta e transparente, não esconda nada. É preciso todos saberem para que possam lutar juntos em para alcançar os objetivos.

3) Faça uma votação e eleja o Administrador dos recursos

Escolha o mais organizado e com habilidades administrativa dentro da sua casa. Se for a esposa por exemplo, ela vai administrar os recursos, os demais vão trazer os comprovante e anotações de seu gastos para a organização de uma planilha seja ela em uma caderneta, planilha no Excel.

4) Faça um planejamento e objetivos

É preciso fazer um planejamento de curto, médio e longo prazo. Por exemplo: no curto prazo, fazer uma viagem, compra um tênis; no médio prazo, fazer a pintura da casa, trocar o carro; no longo prazo, poupar para ter uma boa aposentadoria, pagar a faculdade dos filhos. Isso ajuda a unir as pessoas em busca de objetivos comuns e motivá-las.

“Decidir o que é prioridade ajuda a manter o foco e evitar desperdícios”, não adianta fazer uma viagem sem programação e na volta não ter dinheiro para pagar o aluguel, prestação do carro entre outras coisas.

5) Precisamos fazer escolhas

Precisamos manter o foco nos objetivos, não adianta ficar mudando o foco e os objetivos. A partir de um objetivo traçado em comum acordo com os demais permaneça nele a não ser por motivos de força maior.

É preciso todos estarem focados. Se todo fim de semana saem para comer fora ou se toma aquele cafezinho (sagrado para muitos) todos os dias na padaria, a partir do momento que tem um objetivo precisamos cortar alguns coisas consideradas indispensáveis mas que minam o $$$ da família. Pense após um ano de alguns cortes a família ter dinheiro suficiente para uma viagem.

6) Revisar contratos

Antes de contratar um serviço, o consumidor, em geral, faz uma pesquisa para ver qual o melhor custo-benefício para seu caso, mas depois ele esquece disso. “O que você contratou inicialmente pode não ser bom depois de dez meses”. Alguns exemplos são os planos de telefonia, celular, TV a cabo ou internet, além de tarifa de banco e anuidade do cartão de crédito. Portanto, de tempos em tempos é preciso rever esses contratos. “Quanto mais fiel você é ao seu prestador de serviço, mais você perde dinheiro.”

7) Mudar hábitos de consumo

Nos últimos anos, o brasileiro assumiu péssimos hábitos de consumo, com compras impulsivas, sem fazer contas, como um consumidor imaturo e deslumbrado. Precisamos mudar. “Temos que ser mais críticos no nosso consumo. Sempre se perguntar se realmente aquilo é necessário, não tomar decisões de compra dentro de um estabelecimento comercial, domar nosso impulso consumista, raciocinar criticamente antes de tirar o cartão do bolso”.

8) Colocar as despesas na ponta do lápis

Antes de decidir onde cortar, é preciso saber para onde o dinheiro está indo. É importante colocar tudo no papel, literalmente, para conseguir enxergar e raciocinar melhor. “De memória, a gente costuma se perder um pouco”.

Há diversas formas de fazer isso: manter um papel preso na geladeira onde todos anotam os gastos, deixar um caderninho em cima da mesa, baixar um aplicativo no celular, usar sites ou planilha no Excel, por exemplo. Os controles financeiros podem ser feitos uma vez por mês, quando cai o salário, por exemplo. Já o controle de gastos deve ser feito diariamente, anotando as despesas no dia, e consolidando quando chega o salário.

9) Classificar as despesas

Os especialistas recomendam classificar as despesas em diferentes categorias. Os nomes variam, mas a ideia geral é a mesma.

  • Básico ou necessidades: são custos fixos de sobrevivência nos quais não dá para mexer. Exemplos: moradia, alimentação, escola, plano de saúde, remédios.
  • Conforto: são gastos importantes para a qualidade de vida, mas podem ser reduzidos ou suspensos se necessário. Por exemplo, uma família com dois carros pode ficar com um só ou nenhum e usar transporte público. “São coisas mais difíceis de cortar, porque isso gera um impacto maior no estilo de vida ao qual a família está acostumada”. “Pode ser uma solução temporária”.
  • Luxo ou supérfluo: são custos esporádicos, em geral coisas que dão um pouco de prazer na vida. Exemplos: comprar roupas ou livros, ir ao cinema, jantar fora. “Dói um pouco, mas não é uma coisa necessária à sobrevivência”.
  • Desperdício: pode ser cortado sem nenhum impacto na qualidade de vida. “Simplesmente dinheiro jogado fora”. Por exemplo: matrícula na academia para quem não usa ou TV a cabo com vários canais para quem só vê TV aberta.

10) Não comprometa todo salário

Geralmente recomendo comprometer, no máximo, metade da renda líquida familiar (aquilo que cai livre na conta bancária) com os custos básicos de sobrevivência. Outros 30% podem ser destinados a custos esporádicos, de lazer, e 20% devem ser poupados.

Para alguém que ganha R$ 3.000, por exemplo, o ideal é limitar os custos fixos a R$ 1.500, usar entre R$ 300,00 e R$ 900,00 com lazer e outros gastos esporádicos e poupar ou investir o restante.

11) Avaliar o desempenho e estipular metas

Ao final de cada mês, é importante analisar o que aconteceu e fazer perguntas como: a família está no caminho certo para atingir seus objetivos? Que atitudes podem ser mudadas? Para o mês seguinte, é possível estipular metas objetivas e realistas: gastar X de supermercado, Y com lazer, Z comendo fora. “A meta tem que ser factível, se não, gera frustração”.

12) Revisar o orçamento

De tempos em tempos, é importante fazer uma revisão dos gastos. Se estiver tudo bem, o ideal é fazer uma revisão pelo menos uma vez por ano; se não estiver tudo bem, é preciso revisar imediatamente; depois que as contas entrarem nos eixos, vale dar uma olhada a cada três meses, depois espaçar para seis meses, e assim por diante.

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