O Poder do Juros Compostos


Ola, você já se perguntou o que seria esse tal de juros compostos. Neste Post quero explicar de forma bem simples

juroscompostos2Albert Einstein disse uma vez que “os juros compostos são a força mais poderosa do Universo”. Isso é uma grande verdade, porque o poder dos juros compostos é tão grande que ele ser o seu melhor amigo como investidor, fazendo com que uma pequena soma de dinheiro vire uma soma enorme, bem como pode ser o pior inimigo se você for um devedor, aumentando o tamanho das dívidas rapidamente.

Juros é a quantia gerada pela aplicação de um valor por determinado tempo a um percentual fixo. Essa aplicação pode ser constante (Juros Simples) ou capitalização acumulada (Juros Compostos).

Imagine a situação seguinte: Você fez um empréstimo de R$ 900,00 com um amigo, acertaram que a dívida seria quitada em seis meses a uma taxa de juros simples de 5% ao mês. Então, um mês de juros será:

5% de R$900,00 = 5% x 900 = R$45,00

Portanto, o total de juros de seis meses será:

J = R$900,00 x 5% x 6 meses J = R$270,00

Contudo, você pagará ao final de seis meses o valor de R$ 1.170, 00, que é a soma dos juros mais o capital (o valor emprestado). Esse valor total é chamado de montante. Disso podemos deduzir a fórmula para o cálculo de juros simples:

J = p. i. n

M = p + J

Sendo j= juros; P= Principal ou Capital; i= taxa; N= Período ou tempo e M= Montante.

Diferente dos juros simples, onde a taxa é calculada sempre sobre o valor inicial, os juros compostos geram um novo capital a cada mês, ou seja, o montante do primeiro mês torna-se o capital, assim por diante, até o final do período. As instituições financeiras operam com o sistema de juros compostos, por consequência utilizamos esses cálculos diariamente.

Vamos analisar o empréstimo de R$900,00 com juros de 5% ao mês mas no juros composto. Quanto você pagará no final desse período?

Organizando as informações, temos:

P = R$900,00; i = 5% = 5/100 = 0,05; N = 6 meses

Então o valor produzido nesse tempo será os juros mais o capital:

M=  R$900,00 (1 + 0,05)6 M= R$900,00 x 1,340095640625 M= R$1206,08

Generalizando, temos: M = P . (1 + i)n

Comparando:

No Juros Simples apos 6 meses você pagaria R$1170,00 no Juros Compostor você pagaria R$1206,08.

Este calculo simples nos mostra que o juros compostos tem um poder enorme, neste exemplo foram apenas 6 meses mas se você fizer um calculo em 5 anos, 10 anos …. esses valores são absurdamente maiores do que no juros simples.

Você acha pouco poupar R$ 100 por mês? 

Vamos analisar esta simulação de quanto um investidor que tem R$ 100,00 por mês disponível para investir iria ganhar aplicando em um período de cinco, 10, 15, 20 e 30 anos.

Os critérios utilizados contam com uma taxa de juros real (ou seja, já deflacionada) de 6% ao ano e já descontando os 15% de Imposto de Renda sobre os rendimentos.

O investidor que poupar R$ 100,00 por mês durante cinco anos, irá ter investido R$ 6.000,00, mas, ao final do período, terá R$ 6.920,00, já descontando a inflação e o IR.

Já o investidor que juntar a mesma quantia por 10 anos, apesar de ter aplicado R$ 12.000,00, irá resgatar R$ 15.762,46.

Quem aplicar por 15 anos, terá investido R$ 18.000,00, mas irá sacar R$ 27.291,22.

Quem aplicar por 20 anos, terá guardado R$ 24.000,00, mas encontrará R$ 42.414,89.

Por fim, quem aplicar R$ 100,00 por mês durante 30 anos, terá investido R$ 36.000,00, mas irá resgatar R$ 88.721,81, já descontando a inflação e o IR. Impressionante, não?

Isso mostra que o fator tempo é de vital importância para esta tática de investimento, afinal, salvando míseros R$ 100,00 por mês, em 30 anos o investidor irá conseguir R$ 52.721,81 a mais do que investiu (R$ 36.000,00).

“Não se intimide pela quantia de dinheiro que tem disponível para aplicar… Simplesmente aplique, pois com a força dos juros compostos, você terá um futuro próspero e tranquilo”.

 Então, se você quiser aproveitar todo o poder dos juros compostos que está disponível, você deve começar a investir desde cedo.

Os juros compostos estão presentes em todos os investimentos de renda fixa, tais como poupança, tesouro direto, CDB, LCI, LCI, debêntures, etc.

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